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sábado, 29 de maio de 2010

Sacoleiras do saber (péssimo título!)

¡Hola, amigos! ( ^_^, aulas de Espanhol). Hoje vou falar sobre minhas aquisições culturais num evento pelo qual eu esperava há tempos: a Feira do Livro em minha cidade, que aconteceu há pouco mais de um mês. Vamos lá:
* Minimanual de Física e Minidicionário de Espanhol: Livros de bolso são sempre mais em conta, práticos e muito úteis.
* A Cidade e as Serras: Pura necessidade de vestibulanda. Adoro ler,e estou ansiosa para começar a descobrir o estilo de Eça de Queirós. Só ainda não comecei a leitura porque estou acabando um livro ótimo sobre o Leo Da Vinci.
* Iracema: Outra leitura compulsória, mas certamente prazerosa. Tenho já um longo caso de admiração por José de Alencar (a primeira página de “O Guarani” é tão linda que me tirou o fôlego). Romântico absoluto, criou uma identidade cultural valorizando o índio e criando tramas heróicas com eles.
* A Dama das Camélias: Não, esse livro não comprei porque tenho que ler, mas sim porque amo fazer comparações entre filmes e as obras nas quais eles foram inspirados. Como assisti recentemente à Dama das Camélias, de 1937, com Greta Garbo, decidi ler o original de Alexandre Dumas Filho para ver quão fiel é o filme (mas só vou poder quando estiver com bastante tempo livre).
* E, finalmente, um achado: Lembranças de Hollywood, de Dulce Damasceno de Brito: A cinéfila aqui ficou babando no stand, até que um belo e educado cavalheiro disse que eu poderia sentar em uma poltrona e folhear o livro. No dia seguinte, mamãe comprou-o para mim. O preço era uma pechincha, inacreditável: apenas 18 reais. É um livro meio autobiográfico, de memórias, em que a autora descreve seus encontros com os maiores astros e estrelas das décadas de 40 a 60, quando era correspondente da revista ”O Cruzeiro”, além de trazer uma pequena biografia de cada um. De ótima qualidade, as imagens são deslumbrantes.

Além disso, minha mãe, uma santa criatura, enquanto eu estava a aula, foi à feira e aproveitou uma promoção, assinando Superinteressante e Aventuras na História para nós. Ela soube bem como agradar a todos! Já estamos lendo! Por fim, vi um ensaio filosófico (Carta sobre os cegos para uso daqueles que veem/ Carta sobre os surdos-mudos para uso daqueles que falam e escutam, e Diderot) que meu professor de História havia falado há mais de um ano. No dia seguinte dei a dica ara ele, que ficou surpreso e felicíssimo, já indo correndo comprar (pronto, fiz minha boa ação do mês).

Beijos nerds e até o feriado (yes!)
Lê :D

sábado, 22 de maio de 2010

Saindo um pouco dos clássicos...

Há uma semana, me afastei por duas horas de meus queridos filmes clássicos e me rendi à mais aguardada estréia de 2010: Alice no País das Maravilhas, de Tim Burton. Para quem, como a maioria das pessoas, conheceu Alice pelo desenho de Walt Disney, é um tanto bizarro (opa! Tim Burton e bizarro não é pleonasmo?). A história é praticamente a mesma, com algumas diferenças e modernizações que atraíram os públicos jovem e adulto.
As imagens falam por si mesmas: a Rainha de Copas, inspirada na esposa (?!) de Tim,com sua cabeça enorme, o Chapeleiro Maluco (Johnny Depp, ai!) mais maluco ainda, animais e cenários feitos por computadores e uma Rainha Branca (Anne Hathaway) tão exagerada que até ofuscava a vista. Senti falta da simpática lebre maluca, que nesta versão, coitadinha, estava totalmente pirada.
É um grande filme, com uma Alice crescida, prestes a se casar. Aos 19 anos, portanto, está pronta para enfrentar perigos e desafios maiores no País das Maravilhas.

A obra original foi feita pelo matemático Lewis Carroll, grande amigo de uma menininha chamada Alice Liddell. Sua obra original, aliás, tem vários truques e enigmas matemáticos a serem decifrados por Alice, mas que acabaram perdendo o sentido nas traduções do inglês. A história foi adaptada para o cinema pela primeira vez em 1903. Achei um site falando sobre todas essas adaptações:


http://www.cinemaclassico.com/index.php?option=com_content&view=article&id=3567:alice-varias-versoes-da-mesma-historia&catid=54&Itemid=65


Bjos Maravilhados!!
Lê ^_^

Ziegfeld Follies e estranhas coincidências


Minha idéia original era apenas comentar os divertidos segmentos do musical de 1945, Ziegfeld Follies. Mas as notícias recentes não me deixam fazer isso: fiquei arrepiada com as estranhas coincidências que aconteceram na semana após a exibição do filme:


* Na segunda-feira seguinte, não conseguia tirar da cabeça a música Love, cantada lindamente no filme por Lena Horne. E qual não foi meu espanto quando vi no jornal que ela tinha morrido? Sinistro
* Procurando mais informações na internet, não pude deixar de me deparar com as Ziegfeld Girls. Li que ainda havia uma viva, com 106 anos. E, na terça-feira, ela também faleceu!
* Outra que também nos deixou recentemente foi Kathryn Grayson, que canta a música final do filme (There's Beauty Everywhere).


Em suma, ou eu tive a comprovação de meus poderes paranormais, ou foi apenas uma série de infelizes coincidências. Mas vamos à parte deliciosamente divertida do filme:


# Fred Astaire se apresenta quatro vezes, no número inicial, Here's To The Girls, na valsa com Lucille Bremmer (This Heart of Mine), na trágica dança Limehouse Blues, e em um maravilhoso sapateado com Gene Kelly.
# Judy Garland canta e representa em The Great Lady Has an Interview.
# Bons “esquetes”, como “Pague os dois dólares”, “Número, por favor”, e a ótima sequência com Fanny Brice.
# Esther Willians está maravilhosa em um balé aquático e o superclássico é super bem representado pela Traviata.


Viva os musicais de 1940! Pura diversão!

sábado, 8 de maio de 2010

E no mês com os melhores filmes...

Olá! Venho hoje meio triste comentar o especial de maio do TCM, Swing Time. Os melhores e mais famosos musicais de todos os tempos sendo exibidos, infelizmente, no meu horário de aula. Gosto muito de musicais pela beleza da música e da dança e pelo puro entretenimento: filmes feitos para nos distanciarmos do mundo real por um tempo e nos envolvermos pela simples história e pelos belos passos. Em suma, produções para serem vistas em um momento de lazer de que eu não disponho ultimamente.
E, de novo, o site do TCM traz uma introdução pontual e inspirada para o especial (estou virando fã do autor desses textos):



Adaptação natural do teatro às telas, o musical encontrou no cinema o cenário ideal para exibir todo o seu brilho, tão sinônimo de espetáculo quanto uma resplandecente marquise.

Em maio, o TCM se orgulha em apresentar o especial Swing Time, em que veremos astros fulgurantes como Fred Astaire, ao lado de sua inseparável loura Ginger Rogers; Frank Sinatra, visitando pela primeira vez sua amada Nova York vestido de marinheiro; Gene Kelly, em uma belíssima coreografia sob uma chuva torrencial; John Travolta, ostentando um topete engomado e jaqueta de couro acinturada, se exibindo com uma dança sedutora à Olivia Newton-John; uma camaleônica Julie Andrews impostando sua voz em um cabaré parisiense e fingindo ser um transformista… e veremos até o nascimento de uma verdadeira estrela como Judy Garland entoando doces melodias, desde a cidade de St. Louis até o final de um arco-íris musical.

Coreógrafos brilhantes e diretores audaciosos serão os refletores que iluminarão o céu na noite de estreia. O perfeccionista Busby Berkeley contribuirá com suas caleidoscópicas representações abarrotadas de extras; Gene Kelly – do outro lado da câmera desta vez – exibirá suas complexas e inovadoras coreografias, e Bob Fosse contribuirá com um pouco de transgressão e erotismo. Outra contribuição moderna e iconoclasta é a de Alan Parker, que fez a fama de um grupo de jovens que incendiou com sua espontaneidade e ímpeto o gênero e, em sua parceria com o Pink Floyd, quebrou o muro que separava o musical de temáticas obscuras. Assim como Andrew Lloyd Webber, que iluminou com ares de flower power a paixão de Jesus Cristo.
Fique de olho na tela porque o show vai começar!

sábado, 1 de maio de 2010

Cadê o filme que estava aqui?


Não se assustem, aqui no blog não tem nenhum filme desaparecido. Faço essa pergunta para o querido canal TCM, especializado em filmes clássicos, que vira e mexe exibe um filme bem diferente da programação prometida. Vamos citar os exemplos que eu mesma presenciei:
1- Outro dia, no especial Hitchcock, estava prometido o filme Suspeita, com Cary Grant e Joan Fontaine. Certo, até que ele começou a ser exibido, mas sem áudio, só um chiado insuportável. Entra a propaganda (comercial no meio de um filme no TCM é sinal de que deu xabu), mas logo aparece a vinheta do mesmo estúdio RKO. O que acontece é que começa Levada da Breca, de 1938, com o mesmo Cary Grant e Katharine Hepburn, uma comédia substituindo um suspense!! E o detalhe é que Levada da Breca era dublado, com vozes esquisitíssimas.

2- No mês de março, os reponsáveis pela programação estavam meio pirados. Primeiro, A Volta ao Mundo em 80 Dias começou 2 horas antes do previsto, no lugar de O Morro dos Ventos Uivantes (os dois filmes com David Niven). Nos dois sábados seguintes, O Maior Espetáculo da Terra foi exibido duas vezes, no mesmo horário.
3- Numa tarde, estava prometido Dançando nas Nuvens, com Gene Kelly (bem, se há dança só pode ser Gene Kelly – ou Fred Astaire), mas nem chegou a começar: a atração exibida foi O Mágico de Oz (preciso citar o elenco?). Ok, trocou-se um musical por outro. Mas o pior ainda está por vir...
4- Em uma noite, havia a indicação da exibição de Nasce uma Estrela (não sei se é a versão com Judy Garland ou com Barbra Streisand, mas tenho certeza de que não era a original, com Janet Gaynor). E qual não foi minha surpresa quando vi que estava sendo exibido O Poderoso Chefão, de 1972? Quem troca um drama musical por um drama gângster? Só o TCM mesmo.
Enfim, erros como esses são até compreensíveis. Lembro-me agora apenas destes, mas se houve mais, devemos torcer para que sejam cada vez menos freqüentes, porque esse é um sinal de que há um problema com a qualidade dos arquivos que poderiam ser exibidos para um público fiel, como nós.
Beijos e até logo!
Lê ^_^
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