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quinta-feira, 26 de julho de 2012

E se... “O Paciente Inglês” tivesse sido feito em 1936?

Eu e mais muitas outras pessoas preferimos o cinema clássico ao atual. Mas não podemos negar que há uma série de bons filmes feitos recentemente. Um deles é o ganhador de nove Oscars em 1996, “O Paciente Inglês”.  

A enfermeira Hanna (Juliette Binoche) cuida um homem quase totalmente queimado (Ralph Fiennes) e estabelece seu leito em um convento abandonado, pois era impossível chegar ao hospital em um estado tão grave. Quando ele melhora, começa a contar seu passado como cartógrafo na África, quando se envolveu com Katharine Clifton (Kristin Scott Thomas), esposa do colega de trabalho Geoffrey (Colin Firth). Hanna começa a sentir afeto pelo paciente, e nos momentos em que não está cuidando dele, sai com o soldado Kip (Naveen Andrews).
Mais uma coisa que eu e muitos outros fãs de cinema clássico gostam é de criar hipóteses malucas e imaginar como um filme atual seria feito na Era de Ouro de Hollywood. Imaginemos que “O Paciente Inglês” tivesse sido filmado 60 anos antes, em 1936:
O novo elenco: Hanna (Binoche): Jean Harlow
Conde Lazslo de Almasy (Fiennes): Clark Gable
Katharine (Scott Thomas): Myrna Loy
(Firth): Fredric March
Kip (Andrews): Gary Cooper
Dirigido por George Cukor

Mas... Por quê? Com este elenco, “O Paciente Inglês” seria um all-star movie de deixar “Grande Hotel” (1932) com inveja. Ele reuniria as estrelas mais populares da época. Ver Clark Gable boa parte do tempo enfaixado seria por si só interessante, mas nas cenas de flashback ele usaria todas as suas habilidades de sedução para ficar com Myrna Loy, com quem contracenava frequentemente. O marido de Myrna seria Fredric March por um motivo simples: William Powell jamais serviria para o papel, porque Myrna não o trocaria por nada neste mundo (mas Fred também era muito bom!). Jean Harlow tinha a simpatia e a bondade necessárias para dar vida à personagem de Binoche. Eu consigo visualizar perfeitamente Jean na cena em que Hanna é levada pelo namorado para fazer um passeio especial e ver os afrescos no alto das paredes da igreja. Além disso, ela faria um belo casal com Gary Cooper, vocês não acham?
Acredito que George Cukor seria o diretor perfeito para o filme porque ele mostrou muito bem que não dirigia só mulheres talentosas. Cukor passeava por diversos gêneros e se saía muito bem em melodramas românticos. Só haveria um problema: para dirigir este filme, ele provavelmente teria de abandonar a direção de “A Dama das Camélias / Camille”. O outro grande problema seria driblar o Código Hays para que a produção saísse do papel!

This post is my entry for the Great Recasting Blogathon, hosted by Frankly, My Dear and In the Mood. It was a swell idea!

sábado, 21 de julho de 2012

A pergunta que não quer calar: Cidadão Kane ou Casablanca?

É inevitável topar com listas dos melhores filmes já feitos ou mesmo ter uma vontade louca de fazer sua própria lista, por mais complicado que isso seja. Dois filmes feitos na década de 1940 são fortes candidatos ao título de “Melhor Filme de Todos os Tempos”, e cada um tem uma série de fatores a seu favor. Vamos analisá-los?
“Cidadão Kane / Citizen Kane” foi escrito, dirigido e estrelado pelo garoto-prodígio Orson Welles, descoberto após sua eletrizante narração de “A Guerra dos Mundos” no rádio em 1938. A RKO lhe deu carta branca para realizar um filme e assim ele fez a história de Charles Foster Kane, um magnata do mundo da comunicação. Sua maneira de contar a vida do personagem era até então inédita: começando pela morte dele, no momento em que ele pronuncia a enigmática palavra “Rosebud”, o filme faz vários flashbacks, acompanhando a trajetória de um repórter que, decidido a descobrir o significado da última palavra de Kane, entrevista várias pessoas que o conheceram.
“Casablanca” surgiu através de uma peça chamada Everybody Comes to Rick’s. Durante a Segunda Guerra Mundial, a cidade marroquina do título é a única saída para Portugal, país neutro. Mas é necessário ter um passe e Rick, dono de um bar e decidido a não se envolver no conflito, pode arranjá-lo. Quem surge querendo dois passes são Victor Lazslo e a esposa Ilsa, uma mulher que abandonou Rick em Paris anos antes.
Kane permanece importante por alguns motivos, entre eles aquele que torna também “O Nascimento de uma Nação / The Birth of a Nation” (1915) essencial: a maneira como o filme revolucionou as técnicas cinematográficas. Se antes do épico de Griffith havia meramente um teatro filmado, antes de Welles havia uma narração convencional. Obviamente a maneira desconexa como a história é contada é o que chama mais a atenção dos leigos, mas basta observar com mais cuidado e veremos que Orson também inovou com alguns ângulos de filmagem e iluminação, da qual era também responsável. Adicione a isso a fotografia do sempre competente Gregg Toland e está feito um espetáculo visual!
Casablanca pode não ser tão inovador quanto Kane, mas é um dos filmes com maior número de sequências e frases memoráveis. Quem nunca ouviu “Nós sempre teremos Paris”, “De todas as bibocas em todo o munso ela entra na minha!” ou “Este é o começo de uma bela amizade” que atire a primeira pedra! Ah, e a famosa frase “Toque de novo, Sam. Toque As Time Goes By” nunca foi proferida neste clássico!
O elenco de Kane foi formado pelos atores oriundos do Mercury Theatre, entre eles Everett Sloane, Joseph Cotten e Agnes Moorehead. Foi indicado a oito Oscars e ganhou apenas um, de Melhor Roteiro para Orson Welles e Herman Manckiewicz. Casablanca teve um elenco de ouro, incluino as lendas Ingrid Bergman e Humphrey Bogart, além dos excelentes coadjuvantes Peter Lorre, Claude Rains, Paul Henreid e Conrad Veidt. Também foi indicado a oito Oscars, mas ganhou três: Melhor Filme, Diretor para Michael Curtiz e Roteiro. 
“Cidadão Kane” é surpreendente para quem cai de paraquedas numa sessão do filme. Para muitos, o filme é tão comentado que o grande mistério de Rosebud é descoberto por outros meios. Eu, por exemplo, descobri através de uma história do Tio Patinhas (oh!). E, assim como o pato mais rico do mundo e sua saga nos quadrinhos, a película retrata a rudeza do sonho americano e as reviravoltas do mundo entre o fim do século XIX e 1941. Foi em 1962, porém, que pela primeira vez olharam com carinho para Kane. A revista “Sight and Sound” fez sua segunda eleição do melhor filme da história e, desde esta data, há cinquenta anos, Kane permanece no topo da lista, refeita cinco vezes (na primeira eleição em 1952 o filme recebeu menção honrosa e o primeiro colocado foi “Ladrões de Bicicleta”).
“Casablanca” é daqueles filmes que assistimos diversas vezes sem cansar, porque é mais fácil gostar dele. Se muitos consideram Kane demasiado intelectual e até mesmo chato, não há quem resista a Casablanca, seu suspense, seu romance, o cinismo de Bogart, as frases marcantes e a música. Prova disso é o resultado da enquete: dos 41 votos, 60% preferiram Casablanca e os outros 16 votos foram para Kane.
Um brinde à preferência do público!
Ambos foram objetos de homenagens em programas de TV, outros filmes e até desenhos animados. A questão era qual o melhor entre os dois, pois todos sabemos que não existe um melhor filme de todos os tempos; isso depende do gosto de cada um, assim como o debate aqui esmiuçado. Porque o melhor filme de todos para você pode ser Kane, Casablanca, E o Vento Levou, O Mágico de Oz, Psicose, Nasce uma Estrela, O Artista ou até mesmo Plano 9 do Espaço Sideral.   

terça-feira, 17 de julho de 2012

Prévia de Agosto

Olá, queridos leitores! Eu não costumo fazer prévias ou coisa parecida em meu blog (prefiro o elemento surpresa!), mas acredito que dessa vez será importante. São cinco pontos rápidos (e não se desanime com o tamanho do primeiro):

1-    Minhas colaborações em diferentes sites e blogs estão aumentando! Há mais de um ano escrevo quinzenalmente para o Leia Literatura e esta última vez, coincidentemente tratei de um filme estrelado por Peter O’Toole justo na semana em que este grande ator anunciou sua aposentadoria. Além desse, escrevo todo sábado no Antes que Ordinárias sobre grandes personalidades femininas. Todas as mulheres inteligentes e os homens interessados em conhecer a opinião feminina devem conferir esse site! Ainda esta semana será publicado meu primeiro post oficial no Red Apple Pin-Ups na coluna em que falarei sobre como o cinema influenciou a moda. E, por fim, no Filmes e Games publico sobre influências do cinema clássico a cultura pop.
2-  Já participei de várias blogagens coletivas de blogs internacionais e em agosto acontecerá durante o mês todo um evento baseado na programação do TCM de lá. Por isso a maioria das postagens do próximo mês serão relacionadas a esse evento – mas com a qualidade de sempre!
3-    De 9 a 19 de agosto acontece a Bienal do Livro de São Paulo e (rufem os tambores!) meus dois livros estarão à venda por lá! 


4-    Percebi que havia demasiada poluição visual na barra lateral e por isso transferi os selinhos que ganhei para a recém-criada Página Coadjuvante do blog.Isso significa que posso ganhar muitos outros selinhos, porque agora tenho espaço de sobre para eles! ;)
5-    Estou concorrendo ao Top Blog, um prêmio para os melhores blogs com votação online. Quem quiser fazer sua boa ação do dia e votar na Crítica Retrô, por favor clique no banner dourado aqui do lado. São aceitos votos pelas contas do Facebook, do Twitter e de e-mail.
Ufa! Hoje foi tudo muito diferente do habitual, mas logo voltarei ao normal.
Beijos e obrigada por lerem!        

quinta-feira, 12 de julho de 2012

As várias danças acrobáticas de Russ Tamblyn

Musicais não são feitos só de sapateados e danças de rosto colado! Bem, ao menos não a partir da década de 1950. Profissionais cada vez mais bem preparados fisicamente foram incorporados e junto com eles foram inseridas técnicas novas, oriundas, por exemplo, do circo. Russ Tamblyn, um ginasta, foi absorvido por Hollywood e dançou como ninguém nunca havia bailado: com uma leveza e travessura encantadoras.

Sete noivas para sete irmãos / Seven brides for seven brothers (1954): Como Gideon Pontipee, o mais novo dos filhos, participa do número “Lonesome polecat”, em que os irmãos mostram suas várias habilidades, incluindo equilíbrio em troncos de árvores e malabarismos com machados. Nunca houve número de dança mais macho!
Gatilho Relâmpago / The fastest gun alive (1956): A festa no saloon está desanimada? E só chamar Russ que ele faz um espetáculo com apenas uma pá. Ou duas. E um chão forrado de feno, é claro.
Tom Thumb (1958): Neste filme parecido com a fábula do Pequeno Polegar, Russ interpreta o protagonista e, estando em miniatura, dança entre objetos do cotidiano em um belo e colorido balé.
Amor, sublime amor / West side story (1961): Como Riff, o líder dos Jets, Russ tem bons momentos, como o prólogo, além de “Cool” e “Gee, Officer Krupke!”. Curiosamente, ele fez o teste para o papel de Tony.
The Wonderful World of Brothers Grimm (1962): Os contos de fada foram transportados para as telas neste espetáculo visual. Aqui, Russ faz a dança cigana com Yvette Mimieux e, pasmem, ele tem até uma capa da invisibilidade!
Semana passada tive a honra de receber de minha amiga Iza do blog Vintage Iz este lindo selinho que veio com algumas regras. E uma delas é indicar outras 10 pessoas para ganhá-lo!

Bem vocês podem ver que é um selinho bem de mulherzinha. Por isso, só escolhi meninas para receberem. Desculpe, amigos blogueiros do sexo masculino, mas sei que vocês entendem a situação. E as escolhidas são:
All Classics                                                                                          

sexta-feira, 6 de julho de 2012

De repente, num domingo / Vivement dimanche! (1983)

Se houve um diretor que coletou mais influências ao longo de sua vida e carreira também como espectador, este foi sem dúvida François Truffaut. Como se esquecer de seu alter-ego, o diretor Ferrand de “A Noite Americana / La Nuit Américaine” (1973), que coloca diversos livros sobre as obras de diretores que admirava sobre uma mesa, a fim de lê-las para obter inspiração?

The director who collected most influences througout his life is career, especially as a moviegoer, was without a doubt François Truffaut. How can we forget his alter ego, director Ferrand in “Day for Night / La Nuit Américaine” (1973), who put over a table several books about the works of directors he admired, wanting to read them and be inspired?
Um dos que mais o influenciou foi Alfred Hitchcock, que acabou dando uma série de entrevistas a Truffaut que mais tade se transformariam em um livro. Por isso não é de se espantar que o realizador francês tenha feito várias referências e homenagens à obra de Hitchcock em seus próprios filmes. Prova disso são os thrillers “Atire no pianista!” (1960) e “A noiva estava de preto” (1968). Seu último filme também não deixa de ser incrivelmente hitchcockiano. Em cada país “Vivement dimanche!” ficou conhecido por um nome: aqui no Brasil é “De repente, num domingo”, o que não é muito correto, enquanto nos países de língua inglesa é “Confidentially Yours”, denunciando um subtexto romântico. A melhor tradução do francês, no entanto, seria “finalmente domingo!”. 

One of the directors that influenced him the most was Alfred Hitchcock, who even agreed to give a series of interviews to Truffaut, that were later published in a book. That's why it's no surprise that the French filmmaker has referenced and paid tributes to Hitchcock's work in his own films. As examples we have the thrillers “Shoot the Piano Player!” (1960) and “The Bride Wore Black” (1968). His last film was also incredibly Hitchcockian. In each country “Vivement Dimanche!” had a different title: in Brazil it is “Suddenyl, on Sunday”, which is a so-so translation, while in English-speaking countries it is “Confidentially Yours”, which gives away the romantic subplot. The best translation from French, however, would be “Finally Sunday!”.
A trama gira em torno de Julien Vercel (Jean-Louis Trintignant), um corretor de imóveis acusado de uma série de assassinatos. A protagonista é, no entanto, Barbara (Fanny Ardant), a secretária de Julien que passa a investigar os crimes. Todos se relacionam com a mulher dele, Marie-Christine, cujo comportamento promíscuo era desconhecido pelo marido.

This is the story of Julien Vercel (Jean-Louis Trintignant), a house dealer accused of a series of murders. The leading lady is Barbara (Fanny Ardant), Julien's secretary and the woman who decides to investigate the crimes. All of the murders are related to his wife, Marie-Christine, whose promiscuous behaviour was unknown to her husband.
O filme tem todo um clima de filme noir, principalmente por ser em preto-e-branco, mas também pelo mistério, os locais insólitos de investigação e os ambientes fumacentos a serem explorados no meio da noite. A década de 1940 é evocada, mesmo sendo esta a época dos filmes considerados menos famosos dentro da obra de Hitch. Truffaut não faz nenhuma referência explícita aos filmes de Hitch, mas há algo de voyeurismo na pequena janela do escritório em que Barbara e Julien podem ver os pés das pessoas que passam na rua. A única referência ao cinema americano é a sessão no cinema de “Glória feita de sangue” (1957), dirigido por outro ídolo de Truffaut, Stanley Kubrick.


The movie has a film noir feeling, especially because it is shot in blakc and white, but also because it has mystery, odd places for investigation and smoky places to be explored in the middle of the night. The 1940 atmosphere is present, even though Hitchcock's most famous movies weren't made in this decade. Truffaut doesn't make any explicit reference to Hitchcock's films, but there is something voyeuristic in Barbara's and Julien's behaviour when they peek through an office window and see the feet of people walking down the street. The only refenrece to American cinema is the cinema exhibiting “Paths of Glory” (1957), directed by other of Truffaut's idols, Stanley Kubrick.
Outro ponto de convergência é a ideia de um homem ser acusado injustamente. Aqui não sabemos se ele é ou não culpado, como acontece nos filmes de Hitchcock em que o protagonista é claramente inocente, como “Intriga Internacional” (1959). E mais uma conexão é a parte cômica em que Barbara sai de um ensaio da peça “O corcunda de Notre Dame” e vai investigar o caso vestida com o figurino da produção. Hitchcock sempre usava doses de humor em seus filmes.

Another convergence point is the theme od a man wrongly accused. Here we don't know if he is guilty or innocent, something that does'nt happens in Hitchcock movies in which the leading man is obviously innocent, like “North by Northwest” (1959). Another connection is the comic moment when Barbara leaves the rehearsal of the play “The Hunchbak of Notre Dame” directly to investigate a case, still wearing her outfit for the play. Hitchcock always used little doses of humor in his films.
Algo interessante é que Truffaut, ao contrário de Hitchcock, geralmente tem mulheres no papel principal de seus filmes de suspense. Para Hitch, quem investiga o caso é James Stewart, Cary Grant, Henry Fonda ou outro no mesmo estilo bom moço. Para Truffaut, é uma de suas musas, como Jeanne Moreau ou a própria Fanny, com quem ele teve uma filha. Mas isso não quer dizer que o mestre do suspense não tenha tido suas “musas”: vale citar Grace Kelly, Tippi Hedren (um caso controverso, é verdade) e Ingrid Bergman, por quem Hitch teria se apaixonado sem ser correspondido. 


Something interesting is that Truffaut, unlike Hitchcock, usually has women in the leading role in his thrillers. For Hitch, the one who will investigate the case is James Stewart, Cary Grant, Henry Fond or another with the good guy persona. For Truffaut, it is one of his muses, like Jeanne Moreau or Fanny herself, with whom Truffaut had a daughter. But this doesn't mean that the Master of Suspense didn't have his muses: we can mention Grace Kelly, Tippi Hedren (a controversial example, to be fair) and Ingrid Bergman, whom Hitchcock might have fallen in love with, without being corresponded.
Sem dúvida a cena que mais lembra a obra de Hitch é o breve momento em que Barbara está dirigindo. Seu rosto é focalizado, nenhuma palavra é pronunciada e ela teme estar sendo seguida. Acrescente uma trilha sonora de suspense e voilà: imitamos a fuga de carro de Marion Crane (Janet Leigh) em “Psicose”!

There is no doubt about the scene that reminds Hitchcock's work the most: the brief moment in which Barbara is driving. Her face is in a close-up, no word is uttered and she fears being followed. Add a suspenseful score and voilà: we imitate Marion Crane's (Janet Leigh) car escape in “Psycho”!
Como a maioria dos cineastas, Truffaut não sabia que este seria seu último filme. Ele tinha o plano de dirigir 30 produções e então se aposentar para escrever livros. Mas ele adoeceu e faleceu precocemente em 1984, aos 52 anos, vítima de um tumor cerebral. Ele dirigiu 28, entre curtas e longas-metragens. Mais divertido do que sombrio em seu final, “De repente, num domingo” nos deixa com a certeza de que Truffaut foi um romântico e um intelectual. Afinal, não somos todos?

Like most filmmakers, Truffaut didn't know that this would be his last film. He had planned to direct 30 films and then retire and write books. But he got sick and died young in 1984, at age 52, because of a brain tumor. He directed 28, between short and feature films. More fun than dark in the final minutes, “Confidentially Yours” gives us the certainty that Truffaut was a romantic and an intellectual. But aren't we all?

This post is my entry for "The Best Hitchcock Films Hitchcock Never Made" blogathon, hosted by  Tales of the Easily Distracted and ClassicBecky's Brain Food.

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