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sábado, 23 de fevereiro de 2013

13 filmes que amo de montão

Não costumo ver filmes repetidas vezes. Esse é um hábito da infância que abandonei, uma vez que costumava, por exemplo, ver episódios de meus desenhos favoritos até decorar as falas. Quanto a meus filmes favoritos, prefiro ver uma vez, talvez duas, e depois assistir a um pedacinho no computador ou quando eles são exibidos na televisão. E quais filmes merecem essa regalia de minha parte? Aí estão eles, em ordem crescente “de idade”:
A caixa de Pandora (1929): Nunca revi este filme que coloco entre minhas películas silenciosas favoritas. Mesmo assim, a vontade que tenho é de ver tudo de novo e de novo, para gravar cada ato na memória, bem como cada ação, reação e figurino da linda Louise Brooks.
Inimigo Público / The Public Enemy (1931): Vi este filme duas vezes em menos de um ano. Bastaram alguns minutos para que James Cagney se tornasse meu ator favorito, e sua performance aqui é digna de replay.
E o mundo marcha / The world moves on (1934): John Ford é um dos meus diretores favoritos. Seu nome me atraiu a atenção para este filme, que acabou sendo uma boa surpresa. Contando a história de uma família que administra uma companhia de algodão durante as primeiras décadas do século XX, possui excelentes e proféticos momentos.
Nasce uma Estrela / A Star is Born (1937): Este é meu filme favorito de todos os tempos. Ponto.
A dama de Xangai / The lady from Shanghai (1947): Orson Welles, seu gênio louco! Depois de pintar de loiro o cabelo de sua então esposa Rita Hayworth, que entrava com o pedido de divórcio, ele criou uma obra-prima noir, com direito a muitos pensamentos profundos, inclusive sobre os tubarões do Brasil.
Forte Apache / Fort Apache (1948): O filme que me fez prestar mais atenção a Henry Fonda, aqui interpretando um vilão, transformou-se também em meu western favorito, ao lado do pouco convencional “Johnny Guitar”, de 1954.
Shirley Temple no poster
Um dia em Nova York / On the Town (1949): Musicais são o remédio perfeito para curar a tristeza. Com Gene Kelly, meu melhor terapeuta, passeei por Nova York na companhia de um grupo adorável e me diverti muito.
Crepúsculo dos Deuses / Sunset Boulevard (1951): Neste exato momento, eu colocaria “Crepúsculo dos Deuses” no topo do ranking de melhores filmes de todos os tempos. Pelo menos, é o melhor filme sobre filmes já feito.
Cinco Dedos / 5 fingers (1952): Talvez desconhecido, mas não por isso menos brilhante. James Mason, como um criado do embaixador inglês que também é espião, está excelente num filme capaz de surpreender qualquer um.
O homem de mil faces/ Man of a thousand faces (1957): Mais James Cagney! Como o astro do cinema mudo Lon Chaney, ele está maravilhoso em um filme comovente, que me despertou a curiosidade sobre o próprio Lon.
Cupido não tem bandeira / One, two, three (1960): A divertida comédia com James Cagney usa um momento histórico tenso como mote para muita diversão. Este filme também me ensinou as duas únicas expressões que eu sei em alemão: “Guten tag” (Bom dia) e “Sitzen machen” (Sentem-se). 
Robin Hood de Chicago / Robin and the seven hoods (1964): Esse é um presente perfeito para os fãs de filmes de gângster e musicais, pois ele consegue juntar os dois. Com muito humor e música, o Rat Pack subverte os clichês e nos faz morrer de rir.
O Artista / The Artist (2011): Também não revi este vencedor de cinco Oscars, mas ver um filme mudo no cinema foi indescritível. Assim como “As aventuras de Hugo Cabret / Hugo”, pretendo assisti-lo várias vezes quando for exibido na televisão!
Analisando a lista, percebo que vi a maioria destes filmes pela primeira vez justamente na época em que não tinha tempo para ver tantos filmes. Devido ao fato de ter um precioso tempo para sentar, relaxar e ver um filme, eu aproveitava mais esses momentos. E como eram raros, era mais fácil eu me lembrar de detalhes de um filme, pois o intervalo entre um e outro era longo. Não digo que me arrependo de ver muitos filmes, apenas que, de fato, qualidade conta mais que qualidade.
Conheça mais filmes que os blogueiros amam de montão em: “I totally f***ing love this movie blogathon”, at The Kitty Packard Pictorial.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Uma personalidade, vários intérpretes: Abraham Lincoln

O décimo sexto presidente dos Estados Unidos teve de enfrentar tempos tempestuosos durante a Guerra Civil Americana e também graças aos debates sobre a abolição da escravatura. Hoje ele é um dos mais populares ex-presidentes e com certeza o que foi assunto de mais filmes. Em seu discurso no SAG (Screen Actors Guild) Awards, prêmio do sindicato dos atores, Daniel Day-Lewis ponderou que, uma vez que foi um ator, John Wilkes Booth, que matou Lincoln, muitos outros atores se esforçaram para dar novamente vida a ele, mesmo como personagem fictício.
O primeiro filme sonoro de D. W. Griffith foi justamente uma cinebiografia de Lincoln. Com menos de uma hora e meia, nem parece parte da obra do exagerado diretor. A vida de Lincoln é contada inteira e com muitas licenças poéticas. Coube a Walter Huston, pai do diretor John Huston e avô de Anjelica Huston, interpretar o presidente. Algumas cenas de Huston foram editadas e inseridas nove anos mais tarde no filme “Land of Liberty”, uma colagem de cenas de vários filmes que, juntas, contavam a história dos Estados Unidos.
Com belas costeletas, Henry Fonda interpretou Abraham em “A mocidade de Lincoln / Young Mr. Lincoln”, de 1939. Neste filme é focado apenas o período em que ele era um advogado em início de carreira, na cidade de Springfield. Lá ele aceita defender dois irmãos acusados de matar um homem durante uma briga. A perfeição e perspicácia da interpretação de Fonda é tanta que o jornal The Guardian afirmou que o Lincoln de Day-Lewis seria uma continuação perfeita do Abraham de Fonda. Outra performance elogiada foi a de Raymond Massey em “O Libertador / Abe Lincoln in Illinois”, de 1940.  
O irmão mais velho de John Ford, Francis, ele próprio um prolífico ator e diretor, aparece em “A mocidade de Lincoln” como Sam Boone. Abraham já havia aparecido brevemente em dois outros filmes de John Ford, “The Iron Horse” (1925) e “O prisioneiro da ilha dos tubarões” (1936), mas em nenhum John deixou seu irmão interpretar o presidente, embora Francis tenha dado vida a Lincoln em sete filmes entre 1912 e 1913. Outro campeão no quesito “interpretar Abraham” foi Ralph Ince, recriando o papel nove vezes na era muda. Parece que interpretar múltiplas vezes o presidente é uma sina, pois isso aconteceu também com Benjamin Chapin (14 vezes, em todos os seus créditos como ator, sendo ele diretor, produtor e roteirista de alguns desses filmes) e George A. Billings (cinco vezes), só para citar atores do cinema mudo.  
Às vezes os holofotes não estão totalmente em Lincoln, e ele se contenta em fazer apenas uma participação especial em alguns filmes. Em “O nascimento de uma nação” (1915), por exemplo, ele é interpretado por Joseph Henabery. Ironicamente, quem interpreta o assassino John Wilkes Booth neste filme é Raoul Walsh, que depois se tornaria diretor, e que era amigo do irmão mais velho de Booth, Edwin. Em 1935, Shirley Temple teve o prazer de se sentar no colo do presidente, interpretado por Frank McGlynn, em “A pequena rebelde / The littlest rebel”.
Mesmo sem aparecer, Lincoln é citado em outra infinidade de filmes. Quem assistiu a “Anna e o rei do Sião” (1946) com certeza se lembra de que o rei (Rex Harrison) envia uma carta a Lincoln oferecendo-lhe um casal de elefantes que, depois de procriarem, ajudariam o presidente a vencer a guerra civil.
Muitas minisséries e programas de televisão que contavam fatos históricos apresentaram Lincoln. Em “Norte e Sul” (1985 – 1986), minissérie com grandes atores, o presidente é interpretado por Hal Holbrook. Antes dele, Gregory Peck interpretou Lincoln e, anos depois, Tom Hanks também o encarnaria na televisão.
Gregory Peck em "The Blue and the Gray"
São muitas performances e abordagens diferentes para analisar. Afinal, no IMDb constam mais de 300 filmes e produções de TV com o personagem Abraham Lincoln. Talvez, como homem e político, Lincoln seja uma figura tão fascinante ao ponto de histórias sobre ele nunca se esgotarem, afinal, ele já foi até caçador de vampiros. Mesmo assim, a explicação romântica de Daniel Day-Lewis é plausível e bastante cinematográfica, não?

This is my second contribution to the 31 Days of Oscar Blogathon, hosted by Aurora, Kellee and Paula at Citizen Screen, Outspoken and Freckled and Paula’s Cinema Club.


sábado, 16 de fevereiro de 2013

Apostas & respostas

Mais uma vez, contrariando o conselho de meu avô (Teime, mas não aposte), indico aqueles que acredito que ganharão o Oscar no dia 24 de fevereiro de 2013. Desta vez, vou com mais cautela, pois há apenas dois prêmios óbvios na noite (Atriz Coadjuvante e Ator) e, nas categorias sobre as quais estou mais em dúvida, indico uma segunda opção. Vamos lá? A sorte está lançada!

Filme: Argo
Diretor: Steven Spielberg, com Ang Lee como segunda opção
Ator: Daniel Day-Lewis
Atriz: Jennifer Lawrence, com Emmanuelle Riva como segunda opção
Ator coadjuvante: Christoph Waltz, com Tommy Lee Jones como segunda opção
Atriz coadjuvante: Anne Hathaway
Roteiro Original: Django Livre
Roteiro Adaptado: Lincoln
Canção Original: Skyfall
Trilha sonora: As aventuras de Pi
Maquiagem: O Hobbit
Fotografia: Lincoln
Efeitos visuais: As aventuras de Pi
Documentário: Searching for sugar man
Documentário de curta-metragem: Open Heart
Filme em língua estrangeira: Amor
Longa animado: Valente
Curta animado: O avião de papel
Curta: Death of a Shadow (um enredo muito interessante, pelo menos)
Figurino: Anna Karenina
Direção de arte: As aventuras de Pi
Montagem: As aventuras de Pi
Edição de som: As aventuras de Pi
Mixagem de som: Os Miseráveis


Depois e fazer as apostas, minha tarefa é algo que tenho muito mais chance de acertar: responder um questionário. Quem me indicou essa tarefa foram as meninas do blog “Não para de sonhar”. Até pensei em fazer uma resposta em vídeo, mas como boa parte do meu público vem de outros países e usa o tradutor de textos para ler o conteúdo, ficaria complicado para eles. Assim, respondo da maneira tradicional. J

1. Como escolheu o nome do seu blog?
Estava em outra cidade fazendo vestibular e fiquei pensando em planos futuros (não durante a prova, é claro). Imaginei que seria o máximo escrever uma coluna sobre cinema clássico para um jornal ou revista. De súbito, me veio o nome “Crítica Retrô”, perfeito para essa coluna de sonho. Foi quando eu percebi que não precisaria esperar anos e uma oferta para uma coluna só minha para transformar a Crítica Retrô em realidade: bastava rebatizar meu velho blog.    
2. Há quanto tempo tem o seu blog?
Entrei na moda do blog logo no começo, por volta de 2003. Sem assunto ou muito afinco, passei por vários servidores e nomes. Como “Crítica Retrô”, com atualizações semanais sobre cinema, o blog existe desde janeiro de 2011.
3. Como você divulga o seu blog?
Através das redes sociais, como twitter e facebook.
4. Quais assuntos têm mais visualizações no seu blog?
As críticas de filme. Segundo as estatísticas, o post mais visualizado de todos é “Gandhi” (1982), seguido por “Chaplin” (1992).
5. O que motivou você a criar um blog?
A vontade de dividir meu amor pelo cinema clássico, pois não conhecia pessoalmente ninguém com o mesmo interesse, e também levar curiosidades sobre estes filmes para os leitores que, felizmente, hoje são muitos.
6. Onde você mora?
Moro em Poços de Caldas, sul de Minas Gerais.
7. Quais são os objetivos do seu blog?
Espalhar informações sobre o cinema clássico.
8. Quais blogs você visita frequentemente?
São muitos para citar! Do meu feed, gosto muito de todos! Também os blogs sobre cinema que estão na barra lateral.
9. O que te inspira na hora de criar os posts?
Filmes, é claro! Sempre tenho boas ideias quando estou assistindo a uma película e algo nela me remete a outra.
10. Qual é a sua idade?
Tenho 19 anos.
11. Além do blog, tem alguma outra ocupação? Se sim, qual?
Sou estudante e escrevo para outros sites e blogs, além de publicar livros esporadicamente.
12. O que mais gosta de fazer nos finais de semana?
Ver filmes! Também gosto de ler e passear.
13. Gosta de café?
Sim, tomo uma xícara de café todos os dias depois do almoço.
14. Pretende fazer algo no blog em 2013?
Dois assuntos novos foram abordados em janeiro: desenhos antigos e livros sobre cinema. Pretendo escrever mais sobre estes tópicos e trazer outras novidades.

Essas mesmas perguntas devem ser respondidas por alguns blogs que eu escolher. E os eleitos são...
La vie en rose, de Ruby

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

O Oscar e a surpreendente década de 1950

Quem não gosta de uma boa surpresa? Com certeza, quem depende de apostas. Sejam aquelas feitas com dinheiro, ou apenas entre amigos, ninguém gosta de perder uma aposta. E quando a aposta em questão é um bolão do Oscar, um palpite errado pode gerar desapontamento e raiva no cinéfilo ou comentarista que tinha toda a certeza de quem seria o vencedor. Não sei se apostas desse tipo eram feitas na década de 1950, mas, em caso afirmativo, a Academia nesta década enganou vários apostadores e surpreendeu muita gente dentro e fora da indústria cinematográfica.

1951: Dois nomes consagrados do meio eram as favoritas ao Oscar de Melhor Atriz: Gloria Swanson por “Crepúsculo dos Deuses / Sunset Boulevard” e Bette Davis por “A Malvada / All About Eve”. Todos ficaram de boca aberta quando o prêmio foi para a quase novata Judy Holliday, por “Nascida Ontem / Born Yesterday”.
1952: Enquanto as torcidas para Melhor Filme se dividiam entre “Um Lugar ao Sol / A Place in the Sun” e “Uma rua chamada pecado / A streetcar named desire”, Vincente Minnelli, Gene Kelly e Arthur Freed chegaram sem fazer barulho e ganharam, além dessa categoria, mais cinco estatuetas. No dia seguinte, havia uma faixa na MGM com um desenho do leão mascote do estúdio dizendo: “Honestly, I was just standing ‘in the sun' waiting for ‘a streetcar’” (Honestamente, eu só estava parado ao sol esperando por um bonde), numa clara troça com os derrotados.      
1953: Este ano traz um filme que é considerado um dos piores ganhadores do Oscar de Melhor Filme: “O maior espetáculo da Terra / The greatest show on Earth”, que derrotou os superiores “Depois do vendaval / The quiet man” e “Matar ou morrer / High Noon”. O claro subtexto de caça aos comunistas no último filme com certeza atrapalhou seus votos, mas nada justifica a derrota da película de John Ford, ganhador do prêmio de Melhor Diretor naquele ano. 1953 também o foi o ano da primeira transmissão nacional da cerimônia do Oscar pela televisão.
1955: Se o ano anterior representou a volta triunfal de Judy Garland ao cinema, era de se esperar que ela fosse a vencedora do Oscar de Melhor Atriz. Dezenas de repórteres ficaram alertas no quarto de hospital onde Judy e seu filho recém-nascido estavam, prontos para transmitir o discurso de agradecimento da atriz. Mas quem ganhou o prêmio foi Grace Kelly por “Amar é Sofrer / The country girl”, numa das maiores surpresas e injustiças do Oscar. Novamente Humphrey Bogart e Marlon Brando se enfrentaram, mas, ao contrário de 1952, desta vez Brando saiu vencedor.  Neste ano Greta Garbo também foi escolhida para receber um prêmio honorário mas, como era de se esperar, não apareceu na cerimônia.
1957: Outro controverso ganhador do Oscar de Melhor Filme: “A volta ao mundo em 80 dias / Around the world in 80days”.  A vitória sobre “Assim caminha a humanidade / Giant”, “Sede de viver / Lust for life” e o épico “Os dez mandamentos” surpreendeu a todos. Mais uma surpresa foi o exótico Yul Brynner ser escolhido Melhor Ator por “O Rei e Eu / The King & I”, vencendo Kirk Douglas, magnífico como Vincent van Gogh. E, depois de um período de ostracismo e trabalho na Europa, Ingrid Bergman volta aos EUA e ganha o Oscar de Melhor Atriz por “Anastácia”. Para completar, neste ano foi criada a categoria Melhor Filme em Língua Estrangeira. E o grande sucesso de John Ford, “Rastros de Ódio / The searchers”, não recebeu nenhuma indicação.
1959: Um musical dirigido por Minnelli volta a triunfar. “Gigi” ganhou incríveis nove Oscars, batendo o recorde de “E o vento levou / Gone with the wind”, estabelecido em 1940. As telefonistas da MGM, no dia seguinte à entrega dos prêmios, atendiam ao telefone dizendo: “Hello, M-Gigi-M”. Do mesmo ano de Gigi é o hoje consagrado “Um corpo que cai / Vertigo”, recentemente eleito o melhor filme de todos os tempos pela revista Sight & Sound. Em sua estreia, foi um fracasso de bilheteria. Indicado a dois Oscars (som e direção de arte), não ganhou nenhum.
Um brinde à vitória!
O recorde de “Gigi” não duraria muito, pois na cerimônia de 1960 o épico Ben-Hur se consagrou com onze das estatuetas da noite. Nos prêmios principais, só não ganhou nas categorias Melhor Atriz e Atriz Coadjuvante (respectivamente, Simone Signoret e Shelley Winters).
A década de 1950 esteve envolvida em muitas outras polêmicas. Com o clímax da ameaça comunista e da caça às bruxas em Hollywood, muitos envolvidos com cinema foram parar na lista negra. Diversos roteiristas, dentre eles o mais famoso caso é de Dalton Trumbo, tiveram seus créditos retirados dos filmes ou assinaram nomes falsos. Vários deles ganharam Oscars, mas não foram receber ou mesmo a academia não lhes entregou. Décadas depois, a Academia tentopu se redimir, entregando estatuetas aos roteiristas, já idosos, ou aos parentes dos já falecidos, além de ter dado crédito nos lançamentos subsequentes dos filmes.

This is my first contribution to the 31 Days of Oscar Blogathon, hosted by Aurora, Kellee and Paula at Once upon a screen, Outspoken and Freckled and Paula’s Cinema Club.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Mas que palhaçada!


Em festas infantis, programas de TV dedicados às crianças e, especialmente, no circo, os palhaços são o grande destaque. Fazendo trocadilhos ou apenas gestos, com roupas bufantes e muita maquiagem, eles fazem a alegria das crianças e de muitos adultos. Mas nem tudo é riso: muitos palhaços já foram mostrados, pelo menos no cinema, como criaturas demoníacas e em programas ou desenhos cômicos há sempre uma personagem que tem medo de palhaços. Aliás, como Crítica Retrô também é cultura, preciso dizer que o medo exagerado de palhaços é chamado coulrofobia. Não importa sua vestimenta ou sua natureza boa ou má, os palhaços são parte importante da galeria de personagens do cinema. 
Reconheceu o James Stewart?
Koko, the clown: Max Fleischer estava fazendo uma experiência com um aparelho denominado rotoscope e para isso fotografou seu irmão Dave vestido de palhaço. Ele transformou essa imagem em desenho e desde 1919, Koko protagonizou centenas de curtas, sendo o primeiro companheiro de cena de Betty Boop, criada em 1933.
Lágrimas de Palhaço / He who gets slapped (1924): Depois de ser ridicularizado em público, o professor Paul Beaumont (Lon Chaney) torna-se um palhaço que é estapeado  para fazer o público rir. Ele se apaixona pela bela Consuelo (Norma Shearer em seu primeiro papel como protagonista), mas ela gosta do acrobata Bezano (John Gilbert), e mesmo assim o pai da moça quer lhe arranjar um casamento com o arqui-inimigo do ex-professor. Lon Chaney voltaria a interpretar um palhaço apaixonado em “Lugh, clown, laugh” (1928).
O Circo / The circus (1928): Após ser confundido com um ladrão e ir parar em um circo, o vagabundo (Charles Chaplin) acaba no meio da apresentação dos palhaços e faz a maior confusão. O que ele não esperava é que suas trapalhadas fizessem tanto sucesso com o público.
O maior espetáculo da Terra / The greatest show on Earth (1952): Buttons (James Stewart) é um palhaço com o rosto sempre escondido por maquiagem e que tem um segredo sujo em seu passado. Com um personagem tão interessante, o filme peca por não explorá-lo o suficiente.
Scaramouche (1952): O título refere-se a um personagem do teatro cômico popular da França pré-revolucionária, que nada mais é que um palhaço com uma máscara de nariz pontudo. Não é à toa que André (Stewart Granger) escolha este disfarce para escapar da fúria de um nobre (Mel Ferrer), fazendo sucesso na companhia itinerante de sua namorada (Eleanor Parker).
Poltergeist (1982): Assim como Chuck, o boneco assassino, um brinquedo se transforma em pesadelo e assusta o público em Poltergeist.
Palhaços Assassinos / Killer Klowns from outer space (1988): Se existisse uma regra para julgar um filme pelo título, ela seria: nunca confie num filme com as palavras “from outer space”. Se Ed Wood já fez sua loucura no espaço sideral em 1959, imagine o que acontece quando palhaços assassinos chegam do espaço.
It, uma obra-prima do medo / It (1990): Com mais de três horas de duração, esta minissérie inspirada em livro de Stephen King conta a história de um grupo que tem de enfrentar o mesmo palhaço demoníaco que viram na infância.
Os Simpsons – O filme: Krusty, o palhaço politicamente incorreto da série, também apareceu no filme.
O Palhaço (2011): Valdemar e Benjamim, pai e filho, vividos por Paulo José e Selton Mello, são os palhaços Puro Sangue e Pangaré num circo itinerante. Problemas começam a surgir quando Benjamim acredita que não é mais engraçado.
Menção honrosa para o Coringa, vilão de diversos filmes do Batman e que usa uma maquiagem de palhaço, embora não faça palhaçadas. Personagem semelhante a ele visualmente aparece no filme de 1928 “O homem que ri”.
Por fim, um vídeo adorável com Gene Kelly e Judy Garland cantando “Be a Clown” no filme “O Pirata”.

Laço de incentivo à leitura
Minha querida amiga Iza do blog Vintage Iz me passou este laço de incentivo à leitura. Nada poderia ser tão propício para uma escritora! Preciso responder à pergunta: “Qual livro você indicaria para uma pessoa começar a ler?”.
Bem, além de meu livro de estreia “Escritos de Garota – Contos, crônicas e poemas dos 7 aos 17” (propaganda básica), eu indico qualquer livro da coleção “Para gostar de ler”, publicada pela editora Ática. Lançada em 1977, a coleção traz contos, crônicas e poemas de consagrados autores brasileiros contemporâneos. Ela já sofreu alterações estéticas e também devido à reforma ortográfica, e hoje conta com mais de 40 volumes, além da coleção derivada “Para gostar de ler júnior”. Sendo os temas e estilos bem variados, creio que haverá histórias para todos os gostos, e começar com textos curtos é o melhor meio para formar um bom leitor.
Ao invés de passar o laço para outros dez blogs, deixo o questionamento para todos os leitores que se dispuserem a pensar: “Qual livro você indicaria para uma pessoa começar a ler?”.

Falando em leitura, não deixem de ler minha entrevista para a Revista Innovative, disponível aqui. 
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